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Juízes, médicos ou assistentes sociais, nenhuma dessas profissões ditam como os educadores devem liderar os estudantes dentro das escolas

Com uma plateia imersa em suas falas potentes e bastante embasadas, Josevanda Franco encerra as palestras da manhã de quarta-feira (25) ao levar um panorama crítico das ações de inclusão soc...

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Juízes, médicos ou assistentes sociais, nenhuma dessas profissões ditam como os educadores devem liderar os estudantes dentro das escolas

Juízes, médicos ou assistentes sociais, nenhuma dessas profissões ditam como os educadores devem liderar os estudantes dentro das escolas

A última palestra da manhã de quarta-feira (25) no Fórum Undime SC 2026 foi realizada pela especialista em administração educacional e direitos humanos, Josevanda Franco. Ao longo de sua fala, ela arrancou aplausos sinceros da plateia ao falar que nenhum outro profissional, sejam juízes, promotores, assitentes sociais ou médicos, vai ditar o que a escola deve fazer. “Nós precisamos fechar a escola, nesse sentido, para que possamos fazer nosso trabalho”, disse. 

No entanto, a profissional também frisou que, para tanto, é preciso que todos cumpram a função da escola que é o lugar da aprendizagem, mas também da proteção, do desenvolvimento pleno e da aquisição de subsídios para autonomia, liberdade e independência. Josevanda observa que a escola como boa parte da plateia a conheceu não existe mais. Atualmente, a instituição olha para diversidade e para a inclusão de pessoas neurodivergentes. “Precisamos estar atentos às demandas dos novos estudantes, para contemplá-los em todos os seus ritmos e singularidades”, observou.  

Ao abordar os fundamentos e os impactos do Decreto nº 12.686/2025, a profissional destacou os avanços das Políticas Públicas da Educação Especial e seus desdobramentos na prática das secretarias municipais de educação. De forma ágil e coerente com a realidade escolar, ela contribuiu para que dirigentes e equipes técnicas compreendessem responsabilidades, oportunidades e caminhos para garantir o direito à aprendizagem com equidade. “É como está na nossa constituição mesmo, a escola é uma preparação para o trabalho e cidadania, quando falamos em cidadania ampliamos tudo isso e colocamos uma responsabilidade gigantesca para ela”, observa. 

A profissional apontou, também que a escola precisa ser um espaço em que o conhecimento tenha um fim, independente de ser um assunto relativo aos saberes técnicos, mas se a criança ou adolescente com espectro autista, por exemplo, aprenda a pedir para beber água já é um aprendizado que traz autonomia”, ressaltou a palestrante.  

Essa é uma visão bastante voltada para a educação inclusiva, que precisa olhar para o novo ser humano, conforme sugere Simon Baron-Cohen, psicólogo britânico e professor universitário da Universidade de Cambridge, e se adaptar às suas necessidades. Seja para crianças neurodivergentes, ou ainda para as realidades sociais diferentes. “O diferente é muito difícil de ser aceito, estamos acostumados com um estilo de educação tipo floresta de eucalipto, com estudantes acomodados um atrás do outro, e é preciso desmontar isso para tornar a escola extremamente agradável”, explica Josevanda. 

Josevanda reforçou que as políticas de inclusão escolar foram montadas para que os educadores estejam seguros para fazer sua implementação. Conforme a profissional, os educadores e gestores  precisam estar capacitados para lidar com crianças neurodivergentes também e garantir a acessibilidade e recursos de apoio, a articulação intersetorial, o monitoramento e a avaliação desses estudantes.  

“São muitos os desafios para a inclusão da criança e adolescente neurodivergentes, entre elas a formação docente, que não corresponde à formação do chão da escola”, afirmou. As redes de educação precisam abraçar essa formação, mas tendo ao lado equipes do Ministério da Educação (MEC) e da Unesco, que trabalham para avançar sobre a participação e a aprendizagem na inclusão de crianças e adolescentes às escolas. 

Ao final da palestra, Josevanda trouxe, ainda, uma notícia em primeira mão: o Plano Nacional da Educação foi aprovado na comissão de educação do Senado. O fato é um passo gigantesco, porque foi aprovado na Câmara em 2025, e agora vai para o plenário e a expectativa é de que não seja mexido no conteúdo do Plano, para que não tenha que voltar para a Câmara. 

No período da tarde, o Fórum Undime SC segue com palestras, oficinas e ações voltadas para a troca de conteúdo e experiência entre os participantes. Na quinta-feira (26), último dia de evento, as atividades terminarão ao meio-dia.  

Fonte: Undime-SC

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